A vida corrida das grandes cidades decorrente do capitalismo selvagem e a necessidade de precisarmos estar em vários lugares ao mesmo tempo - e por isso mesmo sempre conectado à internet- são motivos mais do que reias em algumas pessoas, como: transtornos de comportamento , stress, síndrome do pânico e muitas das vezes, depressão.
São esses alguns motivos que podem levar uma pessoa a se exilar da sociedade. Comportamentos anti-sociais desde se afastar de amigos e procurar fuga em alcool ou droga até não mais sair de casa, são reais.
O cineasta Jooh-Ho Bong acerta, ao mostrar ao expectador, as formas de se relacionarem com o mundo, dos Hikikomoris. Homens e mulheres japoneses que se recusam a sair de casa, e sobrevivem a partir do que tem entre quatro paredes.
Não há contato exterior, a não ser pelo método ''delievery'' de comer, consumir produtos diversos e bens de serviço. No filme, um homem de meia idade conhece durante a trocentésima entrega de pizza em seu muquifo, a possível ''libertadora'' de sua vida trancafiada, uma vez que se apaixona pela garota e depois de um sumiço por parte da moçoila, se propõe a encontrá-la, começando uma alucinada ''caçada'' pelas ruas de Toquio, o que muito o deixou assustado: A capital japonesa está lotada de hikikomoris, e por conta disso as ruas estão vazias.
O lado hikikomori do filme pode parecer um jeito auto-suficiente e alternativo de se viver, mas na internet existem vídeos de famílias obrigando seus adolescentes a sairem dos seus quartos, em cenas de quase violência, lembrando em muito as capturas de esquisofrênicos, por clínicas de saúde mental.
A internet, através das redes sociais, nos revela que cada vez mais, os Hikikomoris não estão apenas no Japão, mas estão bem ao nosso lado, ou até mesmo o pior: Dentro de nossas cabeças...
Serviço: 'Tokyo'', de 2008, dos diretores Michel Gondry, Leos Carax e Jooh-Ho Bong, distribuidora: Vitagraph Films



Nenhum comentário:
Postar um comentário