F.O.M.O
Já se sentiu ansioso por não saber
o que as outras pessoas estão fazendo ou postando no Facebook? Aquela sensação
de perda quando você está em uma festa e vê a foto (no seu celular com
internet) do seu amigo mostrando para onde ele foi?
O medo de ficar por fora do que está acontecendo tem até nome em inglês:
F.O.M.O. (fear of missing out). Quem
diagnosticou o fenômeno e o classificou como síndrome foi o professor de
psicologia da Duke University, Estados Unidos, Dan Ariely. Ele afirmou ao New York Times que o F.O.M.O. tem
relação com um sentimento de arrependimento, medo de ter feito uma decisão
errada sobre como passar o tempo. Isso está fazendo muita gente perder o controle, principalmente adolescentes e jovens adultos. Sem
contar as tarefas deixadas de lado para poder ser o primeiro a postar novidades nas redes sociais. Mas, por que isso está acontecendo?
Vivemos a era da comunicação. As informações chegam de todos os lados e
você também pode buscá-las a qualquer momento, é só você se conectar. Porém, por mais
que se leia, ouça, veja e compareça é comum nos sentirmos um peixe fora d’água
em certos momentos. Não basta mais ser bom profissional, cuidar da família, etc
e tal. É preciso ser uma enciclopédia ambulante, para não ficar por fora, quando o
assunto é informação, entretenimento e cultura, seja útil ou inútil. Tudo
parece ampliado. São milhares de filmes, séries, livros, jornais, revistas,
redes de compartilhamento. Ser antenado se tornou uma tarefa árdua e estressante.
Mas com isso, você acaba vivendo uma vida virtual e esquecendo da vida real.
Perdemos muito tempo com isso. Hoje muitos casais conversam mais por celular e
por rede social do que pessoalmente, vestem uma máscara no mundo virtual e
querem continuar com ela no real, mas não conseguem.
Por que não excluir as mensagens supérfluas mais rápido? Vivemos nossos
instantes ou apenas queremos estar presentes, estar inseridos em quase tudo?
Acredito que além de vítimas também somos culpados pelo F.O.M.O. Cabe a nós
descobrir e filtrar o que é realmente importante para nossas vidas no playground do mundo digital. Ou então,
vamos pagar um preço alto que afeta nossa saúde e o modo que interpretamos e
vivemos a vida. (Lívia Lemes)

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